Novas regras para rótulos de filtros solares


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As principais alterações serão válidas, inicialmente, somente no mercado dos Estados Unidos

Com base em recente monografia técnica - documento com mais de 170 páginas - o Food and Drug Administration (FDA) divulgou, na semana passada, novas regras sobre protetor solar onde propõe que produtos abaixo de FPS 15 podem somente declarar que ‘auxiliam na prevenção de queimaduras solares’, enquanto que os outros com FPS acima de 15 e com amplo espectro de proteção podem declarar que ‘auxiliam na redução ao risco de câncer de pele e envelhecimento precoce, se utilizados de forma adequada e com outras medidas de fotoproteção, como roupas e chapéus’.

Como o assunto é amplo e tem provocado inquietação, o dermatologista Dr. Sérgio Schalka (CRM-SP 70148), Mestre em Dermatologia, especialista em fotoproteção, Professor associado da UNISA e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica comentou, resumidamente, as mudanças propostas pelo FDA e que deverão entrar em vigor a partir do verão americano de 2012. Veja abaixo:

1. O FDA propõe um método denominado “Comprimento de onda crítico”, uma técnica realizada por espectrofotometria in vitro, para determinação de proteção de amplo espectro (UVA + UVB). Somente produtos que alcancem o valor de 370 nm ou mais poderão declarar que são protetores de amplo espectro, já que hoje não existe nenhum método aprovado.

2. Somente produtos com FPS acima de 15 e com amplo espectro de proteção, pelo teste mencionado de espectrofotometria, podem declarar que "auxiliam na redução ao risco de câncer de pele e envelhecimento precoce, se utilizados de forma adequada e com outras medidas de fotoproteção”. Os protetores com FPS abaixo de 15 ou que não tenham ampla proteção poderão somente declarar que são efetivos na prevenção de queimaduras solares.

3. Estes produtos não podem mais declarar em seu rótulo termos como “à prova d’agua”, “à prova de suor” ou “bloqueadores solares”, assim como não devem induzir o consumidor a acreditar que não há necessidade de reaplicar o produto a cada 2 horas (produtos com proteção prolongada).

4. Produtos com “resistência a água” deverão declarar se são resistentes à água por 40 ou 80 minutos de imersão, que são os dois testes padronizados pela legislação norte-americana.

5. Em dois documentos distintos, ainda sob consulta pública, o FDA também propõe que protetores solares tenham o valor de FPS limitado em 50+, ou seja, não possam mais existir produtos que declarem FPS maior que 50 e, em outro documento, discute ainda a questão técnica sobre protetores solares em formas diferenciadas, como toalhas, sabonetes, shampoos, entre outros que, atualmente, não poderão ser declarados como protetores solares, mas que o FDA abre a possibilidade de discussão. Nesse documento técnico, o FDA ainda trata dos sprays, particularmente para discussão do risco inalatório deles.

Legislação brasileira para o FPS

De acordo com o Dr. Sérgio Schalka, no Brasil ainda está sob vigor a RDC 237, de 2002, sobre protetores solares. “Em breve será publicado o novo regulamento técnico do Mercosul sobre protetores solares, onde muitos avanços serão colocados, entre eles a metodologia sobre proteção UVA”.

O especialista revela ainda que na proposta brasileira, seguindo a européia que existe desde 2006, para um produto declarar proteção UVA ele deverá apresentar um teste in vivo (denominado PPD), com no mínimo valor igual a 1/3 do valor do FPS e um comprimento de onda critico maior que 370 nm. “É por isso que as regras no Brasil estão mais avançadas que nos Estados Unidos”, finaliza Dr. Sergio Schalka.

Sobre a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD)
Fundada em 1988, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) atua nas áreas de Cirurgia Dermatológica e procedimentos relacionados, por meio da promoção do ensino, pesquisa, realização de congressos e eventos científicos. A Cirurgia Dermatológica é uma área da Dermatologia que engloba todos os procedimentos realizados na pele e tecido celular subcutâneo, sejam eles diagnósticos, cirúrgicos, cosmiátricos ou oncológicos.

A SBCD atua somente segundo normas éticas e padrões técnicos rigorosamente aprovados pela comunidade científica mundial. Com 1500 associados, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica está entre as maiores sociedades de Dermatologia do mundo.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica é formada apenas por associados altamente qualificados, detentores de título de especialista e aprovados por rigoroso concurso e prova realizada e certificada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e Associação Médica Brasileira (AMB).

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Junho/2011

Sandra Santos
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Vamos lá!

A Food and Drug Administration (FDA), agência norte americana reguladora de medicamentos e alimentos, estabeleceu novas regras para rótulos de filtros solares. Não poderão mais ser utilizados os termos "bloqueador solar" e "à prova d'água".

FPS mínimo

Neste post aqui, expliquei como funcionam os filtros solares. Não há um bloqueio total dos raios UV, sendo:

UV-A
Responsável pelo envelhecimento precoce. A radiação UV-A quase não é filtrada pela camada de ozônio presente na atmosfera e chega facilmente à superfície.

UV-B
Podem provocar queimadura na pele. A radiação UV-B é filtrada pela camada de ozônio, mas uma parte chega à superfície. .

Mesmo assim, para que haja um efeito mínimo, o FPS de um filtro solar deve ser de pelo menos 15, não sendo necessário, o uso de um FPS maior.

Outra questão é que as pessoas não sabem passar corretamente o produto e nem a quantidade ideal para cada parte do corpo.

À prova de água e suor 

Produtos que possuírem capacidade de fixação na água deverão receber a nomenclatura "resistente à água" e deverão indicar o período de tempo de resistência a essa exposição. Atualmente, só filtros solares infantis possuem melhor fixação e maior resistência à água.

Protetor aerossol 

Não se sabe, ainda, dos riscos desse produtos, ao serem inalados.
E, devido o aerossol,algumas áreas ficam menos protegidas.

Quando e como usar

O protetor solar deve ser usado diariamente, até mesmo em dias nublados. A luz fria (de computadores, lâmpadas) também emitem radiação.

A recomendação atual é de que ele seja passado 30 minutos antes da exposição e reaplicado a cada duas horas. O intervalo deve ser diminuído no caso de a pessoa realizar exercícios físicos ou entrar em contato com água.

Filtro solar, sempre!

@carolfisioderm

Dra Ana Carolina Leão
Fisioterapeuta especialista em Fisioterapia Dermato-Funcional
CREFITO 4/60201F

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